Entendendo as trincas e fissuras — e seus riscos

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Entendendo as trincas e fissuras — e seus riscos

Se pararmos para pensar, as trincas e fissuras são até comuns de serem encontradas nos imóveis dos brasileiros, não é mesmo? Porém, mesmo que isso seja uma realidade, é preciso ficar atento, pois o aparecimento delas sempre indica situações a serem resolvidas — algumas delas até graves.

Bom, se esse é o caso do seu imóvel, entenda de uma vez por todas o que são, de onde surgem, os riscos e o que pode ser feito para resolver o aparecimento de trincas e fissuras.

O que são trincas e fissuras?

De um modo geral, trincas e fissuras são a mesma coisa: frestas que surgem tanto nos tetos quanto nas paredes do imóvel. Mas existe uma diferença entre elas por conta de seus tamanhos, de acordo com a norma técnica ABNT NBR 9575:

  • Microfissuras: aberturas menores que 0,05 mm;
  • Fissuras: abertura de até 0,5 mm;
  • Trincas: aberturas entre 0,5 mm e 1,0 mm;
  • Rachaduras: aberturas entre 1,0 mm e 1,5 mm;
  • Fendas: aberturas maiores que 1,5 mm.

Independentemente de seus tamanhos, quando essas aberturas nas paredes ou nos tetos aparecem, é como um “pedido de socorro” do imóvel, pois elas são sintomas de que algum problema (inclusive grave) pode estar ocorrendo.

Por que as trincas e fissuras aparecem?

Eis as principais causas:

  • Retração no concreto, na tinta das paredes ou na argamassa, provocados pelo excesso de cimento, de água ou no caso de tinta muito velha ou estragada;
  • Infiltração, que pode ser provocada por problemas (ou falta) de impermeabilização ou vazamentos (entenda mais sobre as origens da infiltração neste post aqui);
  • Trepidações e vibrações, seja por conta de obras no entorno do imóvel, tráfego intenso de veículos, elevadores ou imóveis localizados perto de passagens de metrô;
  • Problemas na acomodação do solo, que deve ser feita na fase de construção (a fase de compactação do solo), evitando que a terra se movimente e comprometa a estrutura do imóvel;
  • Dilatação, quando o imóvel sofre uma grande variação térmica, como muita exposição ao sol, por exemplo.

Quais são os riscos que trincas e fissuras causam ao imóvel?

Como dissemos acima, quando trincas e fissuras aparecem, é sinal de que algo está ocorrendo no imóvel e que precisa de atenção.

Enquanto as fissuras, que são menores (e, portanto, menos graves), podem evoluir para rachaduras ou fendas, quando já existe uma trinca na casa, ela precisa de uma atenção ainda mais urgente, pois pode ser que até mesmo a estrutura do imóvel esteja comprometida.

Além disso, pedaços de reboco e até mesmo uma parede podem cair, colocando em risco a vida dos moradores e dos pedestres, caso as trincas estejam do lado externo do imóvel.

Então, em todos os casos, o ideal a ser feito é solucionar o problema o quanto antes, por menor que ele seja.

O que fazer para acabar com trincas e fissuras?

Bom, o primeiro e mais importante passo para resolver o problema de trincas e fissuras é diagnosticar a origem. Nunca faça o reparo sem antes saber a causa, pois, obviamente, o problema voltará a ocorrer.

Somente depois de resolver a causa, aí sim está na hora de acabar com as trincas e fissuras. Nos casos mais simples, por exemplo, pode ser que a simples aplicação de selantes flexíveis sejam capazes de absorver as frestas e recuperar o local.

Mas se a situação já está mais grave (de origem estrutural, por exemplo), o protocolo geralmente consiste em:

  1. Abrir a fissura ou trinca;
  2. Remover o acabamento;
  3. Aplicar o selante acrílico;
  4. Esperar o tempo de secagem;
  5. Aplicar um impermeabilizante;
  6. Finalizar com o acabamento.

Em todas as situações, vale a lembrar que é importante que você conte com um profissional experiente e qualificado, para identificar a origem do problema e resolver com a melhor técnica possível.

Como cada trinca e fissura tem uma casa específica, a recuperação também será específica.

E então, ficou com alguma dúvida? Deixe o seu comentário e até a próxima!

Por | 2018-12-01T16:36:19+00:00 12 dezembro 2018|Infiltração|